domingo, 28 de agosto de 2011

Amigo



Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O’Neill
Para a melhor das amigas. Uma amizade com mais de 20 anos.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...


(Fernando Pessoa)

Fábula para reflectir


 
Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os ouriços cacheiros, ao perceberem a situação, resolveram juntar-se em grupos, assim agasalhavam-se e protegiam-se mutuamente, mas os espinhos de cada um feria os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram afastarem-se uns dos outros e voltaram a ficar congelados, então precisavam fazer uma escolha:
Ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com alguém muito próximo podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.

Conclusão:

Um bom relacionamento não é aquele que une pessoas “perfeitas”, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar as suas qualidades.

sábado, 27 de agosto de 2011

As próximas leituras...

O Anjo Branco já está na prateleira à minha espera.
Quero ler o mais recente livro de José Manuel Saraiva e estrear-me nos romances históricos de Cristina Torrão com o livro Henriques o Homem. Espero ter feito boas escolhas :)

As lagrimas de Aquiles de José Manuel Saraiva

 Já tinha lido deste livro o romance histórico baseado na vida de Leonor Teles A ROSA BRAVA. Sendo este um dos meus autores preferidos deste género de literatura. 
Gostei deste livro, até porque a Guerra do Ultramar é um dos temas que fascínio e curiosidade me desperta. 
Talvez me muitos ex combatentes se identifiquem com este livro e encontrem muitos factos semelhantes às suas vivências. 
E porque o próprio autor esteve na Guiné em combate as cenas descritas são de um realismo puro e bruto. 
Um livro a não perder, a personagem Nuno Sarmento no inicio um jovem torna-se ao longo do livro um adulto com as mágoas de quem confiou e perdeu um amor, de quem lutou sem ter verdadeiramente um motivo para isso. 
Mais uma vez uma envolvente história que nos transporta para um tempo, uma época tão importante da nossa história.
Aguardo mais livros de autor.

A vida num sopro.... uma entusiasmante viagem no tempo.

Portugal, anos 30.
Salazar acabou de ascender ao poder e, com mão de ferro, vai impondo a ordem no país. Portugal muda de vida. As contas públicas são equilibradas, Beatriz Costa anima o Parque Mayer, a PVDE cala a oposição.
Luís é um estudante idealista que se cruza no liceu de Bragança com os olhos cor de mel de Amélia. O amor entre os dois vai, porém, ser duramente posto à prova por três acontecimentos que os ultrapassam: a oposição da mãe da rapariga, um assassinato inesperado e a guerra civil de Espanha.
Através da história de uma paixão que desafia os valores tradicionais do Portugal conservador, este fascinante romance transporta-nos ao fogo dos anos em que se forjou o Estado Novo.
Estou literalmente a devorar este romance.
Desde a primeira página transporta-nos para uma época tão importante da nossa história.  A história de Amélia e Luís começa como uma simples paixão de juventude e ao longo destas 600 páginas transforma-se num amor secretamente grandioso. Este livro não é apenas um romance mas também uma lição de história do nosso País, envolvida com uma deliciosa aventura de um homem que nunca desiste de uma paixão num tempo em que a moral era imposta.
Na prateleira já tenho à minha espera o Anjo Branco  outro romance do mesmo autor José Rodrigues dos Santos.